Laura por Laura
Entrevista no Missouri Ruralist, 20 de 2 de 18
Nasci numa cabana de troncos a 4 milhas do famoso Lago Pepin em Wisconsin. Lembro de ver o veado que papai matou pendurado nas árvores da nossa floresta. Quanto eu tinha 4 anos, nós fomos para o Território dos índios, e Fort Scott, em Kansas era a cidade próxima. Minhas lembranças da infância tem o som dos tiros de guerra e vejo imagens de índios com a cara pintada.
Eu era uma menina moleque e era divertido caminhar duas milhas até o colégio.
Nossa filha, Rose Wilder Lane nasceu na fazenda. E foi quando aprendi a fazer todos os serviços de uma fazenda com máquinas, cheguei a guiar seis cavalos e eu montava bem. Claro que não eram selvagens, mas não eram domados.
Em Florida eu era um objeto de curiosidade, pois era a única Yankee local, nunca tinham visto ninguém do norte.
As doenças e os gastos de viagem levaram nossas economias, e nós devíamos 150 dólares para pagar 40 acres. Sr. Wilder não podia trabalhar o dia inteiro, assim o pomar e minhas galinhas e a lenha que eu ajudava a serrar e vender nos garantiu sobreviver durante o primeiro ano. Foi quando eu virei uma especialista em usar a serra e ainda posso dar uma ajudinha numa emergência. Mr Wilder diz que preferia a minha ajuda do que muitos dos homens que já havia contratado, e acredite, eu sei cuidar de galinhas, faço que elas botem ovos.
Sempre fui muito ocupada fazendo o trabalho doméstico, ajudando o Homem da Casa quando não conseguíamos empregados, mas eu adoro trabalhar. E é um prazer escrever. E ah! como gosto de brincar! Os dias não são longos o bastante para eu fazer tudo que gosto, e cada ano é mais interessante que o anterior.